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Professor questiona privilégios e lugar de fala
Por REDAÇÃO RÁDIO SERRARIA
Publicado em 24/08/2026 14:55
Tecnologia
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O professor Francisco Vilas Boas, doutor em Direito e pós-doutor em Filosofia, defende que o combate ao racismo, machismo e outras formas de preconceito é um dever coletivo. Autor do livro Eu não tenho lugar de fala, ele afirma: “A ideia não é ser protagonista da fala feminista ou antirracista. A ideia é ser complementar, ser eco. É uma ideia de empatia”.

Na obra, Vilas Boas desmonta o equívoco de que reconhecer privilégios sociais significa permanecer em silêncio. Para ele, grupos historicamente favorecidos devem usar sua posição para ampliar vozes silenciadas. “O desafio não é disputar protagonismo, e sim compreender de onde e para quem esse discurso pode servir”, explica o professor.

O autor dialoga com nomes como Djamila Ribeiro, Ailton Krenak e Sônia Guajajara, além de referências internacionais como Martin Luther King Jr. e Luiz Gama. Ele mostra que a igualdade não se constrói pelo silenciamento, mas pela ampliação dos espaços de escuta, propondo que a democracia saudável depende da empatia e do compromisso coletivo com a justiça.

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