Conectividade espacial avança e Brasil fiscaliza riscos globais (Reprodução/Youtube)
A chegada da Starlink ao Brasil trouxe novas perspectivas para a inclusão digital em áreas remotas. “A fibra óptica continua sendo superior em preço e qualidade onde está presente, mas os satélites são imbatíveis para regiões isoladas”, afirmou Carlos Baigorri, presidente da Anatel. Ele destacou que a empresa de Elon Musk atua de forma complementar às operadoras tradicionais, como Vivo, Claro e TIM, sem substituir sua presença nos grandes centros.
O avanço da rede espacial também levanta questões de soberania e regulação. “O Brasil mantém controle por meio de estações terrestres licenciadas, capazes de fiscalizar e até inviabilizar a operação se necessário”, disse Baigorri. Já executivos das operadoras nacionais ressaltam que a expansão da Starlink não ameaça seus modelos de negócio, mas exige atenção às regras de competição justa. “Nosso foco segue em ampliar a cobertura de fibra e 5G”, declarou um porta-voz da TIM.
Além dos desafios regulatórios, o impacto social da Starlink já é visível. “Projetos com ONGs, como o Povos da Floresta, utilizam a conectividade para oferecer telemedicina e acesso a serviços públicos em comunidades indígenas”, explicou Baigorri. Representantes da Vivo também destacaram que a complementaridade pode acelerar a inclusão digital. “A chegada da tecnologia espacial reforça a missão de conectar todos os brasileiros”, disse uma executiva da companhia. Veja o vídeo abaixo.
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