Um dos temas mais discutidos em 2025 no Brasil foram as casas de apostas, que se consolidaram como um problema de saúde pública.
Dados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontam que cerca de 11 milhões de brasileiros acima de 14 anos enfrentam impactos emocionais, familiares e profissionais relacionados ao vício em jogos de azar.
A psicóloga Juliana Maria Silveira explica que o comportamento compulsivo em apostas se assemelha ao vício em álcool e drogas, ativando os circuitos de recompensa do cérebro e levando a quadros de ansiedade, depressão e perda de controle.
Entre os sinais de alerta estão a preocupação excessiva com apostas, endividamento crescente e ocultamento de gastos.
Para combater o problema, especialistas defendem apoio psicológico, afastamento das plataformas e políticas públicas de conscientização.
Uma das estratégias preventivas é a educação financeira desde a infância, que ajuda a reduzir vulnerabilidades e ampliar a compreensão sobre riscos e gestão do dinheiro. A startup Investeendo tem se destacado nesse campo ao levar metodologias de gamificação para mais de 40 instituições de ensino em três estados brasileiros, impactando diretamente jovens em comunidades vulneráveis.
A iniciativa busca transformar a relação dos estudantes com o dinheiro e afastá-los dos jogos de azar, mostrando alternativas como investimentos e poupança.