O Grupo Gennius, responsável pelas redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A companhia declarou dívidas de R$265,2 milhões e pretende reorganizar suas finanças para preservar atividades e negociar débitos com credores. Apesar da crise, o grupo afirma que as lojas continuarão funcionando normalmente.
Especialistas explicam que a recuperação judicial não significa proteção para deixar de pagar dívidas, mas um mecanismo para reorganizar prazos e condições. Segundo Carlos Akira Sato, da Syscapital, o objetivo é permitir que empresas viáveis em crise financeira consigam preservar empregos e equilibrar interesses de credores.
O advogado Fernando Canutto, do Godke Advogados, destaca que não há determinação para fechamento imediato das lojas. No entanto, o plano de recuperação pode envolver medidas como fechamento de unidades deficitárias, venda de ativos, renegociação de contratos e reorganização societária, dependendo da necessidade de ajuste de custos.
Durante o processo, o grupo deverá apresentar um plano de recuperação com medidas como deságios, alongamento de dívidas e reestruturação da operação. Funcionários com créditos trabalhistas anteriores ao pedido têm prioridade legal, mas isso não garante manutenção de todos os postos de trabalho. Fornecedores, por sua vez, podem ter de aceitar condições diferentes das originais, como carência ou parcelamento.
Para o consumidor, os impactos tendem a ser limitados. As lojas devem continuar funcionando e os produtos seguirão disponíveis. No entanto, ajustes operacionais podem levar ao fechamento de algumas unidades ou mudanças na operação. A recuperação judicial busca preservar a atividade econômica, mas exige reestruturação para tornar o negócio sustentável.