A vereadora Patti Ferreira usou a tribuna da Câmara de Diadema para criticar a política cultural da gestão do prefeito Taka. Em discurso marcado por indignação, ela afirmou que a cidade vive um “apagamento” de sua história cultural, apesar das leis aprovadas pelo Legislativo para valorizar manifestações como a festa da Kizomba, o Dia do Hip Hop e o Dia do Samba Rock.
Segundo Patti, os espaços públicos têm sido alvo de restrições que impedem a realização de eventos culturais. Ela relatou que, no último fim de semana, o evento “O ritmo que nos une” enfrentou obstáculos para acontecer no espaço do Kaleman. “Quando não podem trancar as portas com cadeado, eles apagam as luzes”, disse, denunciando que a gestão teria desligado a iluminação do local para dificultar a atividade.
A vereadora destacou que os espaços públicos devem ser ocupados por famílias, crianças e pela cultura, mas que a atual administração estaria promovendo o contrário. “Infelizmente a gente vê acontecendo cada barbaridade por parte dessa gestão, de não ter o cuidado de respeitar a cultura, o esporte, o lazer e o direito do povo”, afirmou.
Ela também citou casos de restrições em outros locais da cidade, como a Praça da Moça, onde mulheres com mais de 60 anos teriam sido impedidas de realizar atividades de ginástica, e manifestações de movimentos feministas contra o feminicídio que não puderam ocupar as ruas. Para Patti, esses episódios revelam uma política de desrespeito às iniciativas populares.
Em solidariedade à fala da artista Vanessa Tavares, que também denunciou repressões culturais, Patti reforçou que o papel dos vereadores é defender os direitos da população. “Infelizmente tem vereadores que vêm somente para defender a gestão, mas esse não é o nosso papel. Independente de estar na situação ou na oposição, nosso lado é o da população”, declarou.
Encerrando sua intervenção, Patti Ferreira reafirmou que continuará vigilante contra medidas que limitem o acesso da população à cultura e ao lazer. “Nós somos porta-voz da população e não podemos permitir que o direito do povo seja retirado”, concluiu, em tom de protesto contra a política cultural da atual administração.