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Artista moradora da cidade denuncia repressão cultural e cobra apoio em Diadema
Por REDAÇÃO RÁDIO SERRARIA
Publicado em 20/08/2026 23:22
Diadema
Reprodução/Internet

A artista plástica Vanessa Tavares ocupou a tribuna da Câmara de Diadema para denunciar o que considera uma repressão cultural promovida pela atual administração da cidade. Representando o conselho de artes visuais, ela relatou dificuldades enfrentadas por artistas e agentes culturais em eventos e espaços públicos.

Segundo Tavares, o evento “Endêmica Território Livre”, que reuniu mais de 50 artistas e se tornou a maior manifestação artística da cidade, sofreu interferências ideológicas. “Nosso adesivo que representava a identidade do evento foi rasgado e arrancado sem consentimento”, afirmou. Ela destacou que, após a abertura, os organizadores foram pressionados a assinar contratos que não haviam sido exigidos anteriormente.

A artista também mencionou a festa Kizomba, tradicional celebração da cultura negra prevista para outubro. Ela disse que o evento corre risco de não acontecer por falta de verba. “Só alguns vereadores estão ajudando, mas isso é pouco. Queremos uma festa bonita que traga memória, tradição e lazer para a cidade”, declarou, pedindo apoio coletivo da Câmara.

Vanessa criticou ainda a situação dos espaços culturais. O Centro Cultural Vladimir Herzog, segundo ela, mantém as portas fechadas, permitindo apenas a entrada de alunos matriculados. “Vi crianças de bicicleta querendo entrar, mas o espaço estava com cadeado”, relatou. Já o Centro Cultural Eldorado enfrenta problemas de abandono, com banheiros trancados e uso indevido por pessoas que consomem drogas.

Outro ponto levantado foi a atuação da Guarda Civil Municipal. Para Tavares, a GCM deveria garantir segurança nos espaços culturais, mas estaria atuando de forma repressiva. “A GCM está lá reprimindo a cultura, a batalha de hip hop, o resenha do SUS”, disse. Ela questionou por que os artistas precisam trabalhar sob medo constante.

Encerrando sua fala, Vanessa reforçou que a cultura não desaparece de um dia para o outro, mas pode ser sufocada por pequenas repressões diárias. “É uma dose de veneno que vamos tomando dia a dia até não aguentarmos mais”, concluiu, pedindo que os vereadores se posicionem em defesa da arte e da cultura de Diadema.

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