O mercado brasileiro de equipamentos para construção e mineração vive um momento de transição, marcado por juros elevados, incertezas econômicas e o cenário eleitoral, que têm adiado decisões de investimento. "No primeiro semestre, a utilização de máquinas foi praticamente estável. Com isso, há uma oferta importante de equipamentos, com fabricantes oferecendo condições comerciais bastante competitivas", afirma Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema.
Apesar dos desafios, segmentos como infraestrutura, mineração e agronegócio continuam sustentando a atividade do setor. Segundo Daniel, "o Brasil reúne hoje uma carteira de aproximadamente R$ 300 bilhões em investimentos previstos para infraestrutura, o maior volume da história". Ele ressalta, porém, que esse montante ainda está distante da necessidade estimada para o país, de cerca de R$ 500 bilhões.
O evento Radar Tendências, promovido pela Sobratema e marcado para 23 de julho, reunirá especialistas para analisar os resultados do primeiro semestre e apresentar projeções para os próximos meses. Claudio Schmidt, coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, será responsável pela apresentação dos dados. "Vamos discutir comportamento da demanda, investimentos, fontes de financiamento, renovação de frota e perspectivas de vendas", explica Schmidt.
Participam também do debate Domage Ribas, gerente de Equipamentos da Crasa Infraestrutura; Felipe Frazão, sócio-diretor da MGM Locações; Jordão Coelho Duarte, diretor de Operações da Skava-Minas; e Mairon Karr, diretor de Negócios da Armac. Eles abordarão os impactos do cenário econômico sobre o setor e as oportunidades para fabricantes, locadores e compradores.
Para Eurimilson Daniel, "fabricantes podem aproveitar o momento de oferta estável e condições comerciais competitivas para ampliar vendas e renovar portfólio". Já para locadores e compradores, o cenário indica oportunidades para renovação de frota e aquisição de equipamentos com melhor custo-benefício.
O Radar Tendências é voltado a profissionais dos segmentos de construção, locação, mineração e equipamentos, além de fornecedores, prestadores de serviços, instituições financeiras, agentes públicos e representantes de entidades setoriais, contando com o apoio de grandes empresas como Komatsu, Volvo, JCB, Trimble e Putzmeister.