Moradores de Diadema têm enfrentado dificuldades para obter medicamentos de alto custo essenciais para o tratamento de doenças autoimunes. Lenne Costa, uma das afetadas, relatou na comunidade "Diadema Problema Oficial" no Facebook que a farmácia de alto custo da cidade está sem leflunomida, medicamento fundamental para controlar sua artrite reumatoide. "A medicação não chegou e eu não tenho condições de pagar quase 800 reais por ela", afirmou.
Outros pacientes também manifestaram preocupação com a situação. Roberta Silva sugeriu que os moradores busquem orientação na defensoria pública para tentar uma judicialização do caso. "Pessoal, vão até a defensoria e peçam orientação de como proceder, porque deve caber uma judicialização", disse. A falta do remédio tem causado sofrimento e agravamento dos sintomas, como relatou Cassia Silva: "Minha tia sofre com dor e o remédio nunca chega."
A situação evidencia um problema grave na distribuição de medicamentos em Diadema, enquanto cidades vizinhas como São Paulo e São Bernardo mantêm o fornecimento. Elizete Soares, diagnosticada com lúpus e esclerose sistêmica, expressou sua angústia: "Será que a gente consegue fazer alguma coisa?" A comunidade busca respostas e soluções para garantir o acesso ao tratamento.
A falta de comunicação da farmácia e a demora na reposição do medicamento aumentam a preocupação dos pacientes. Katia Rodrigues, que também depende dos remédios, lamentou: "Estou na mesma situação, faço uso desses medicamentos e não sei o que fazer." A situação reforça a necessidade de ações urgentes das autoridades para garantir o direito à saúde dos moradores.
Veja na íntegra o desabafo da moradora de Diadema Lenne Costa, na conta "Diadema Problema Oficial" no facebook:
"Sou moradora de Diadema.Estou indignada com o quanto Diadema é uma cidade atrasada.
Em setembro, fui diagnosticada soropositiva para artrite reumatoide, uma doença autoimune que não tem cura, mas que possui tratamento para o resto da vida.
Faço uso de metotrexato injetável e leflunomida.
Porém, desde o mês passado, a farmácia de alto custo de Diadema está sem leflunomida. A farmácia fica localizada na Avenida Conceição, 515. Está sem o medicamento, que custa quase 800 reais, e eu não tenho condições de pagar.
No hospital Mário Covas, na Vila Clementina em São Paulo, e em São Bernardo, o medicamento está disponível. O fato de eu ser moradora de Diadema impede que eu consiga a medicação.
O e-mail da farmácia não recebe resposta, e no telefone sempre dizem a mesma coisa:“A medicação não chegou.”
Por que nos outros lugares tem e em Diadema não? Costumo dizer que a minha dor só eu sei.
Estou tendo muitas crises; até meus olhos, coluna, joelhos e mãos estão sendo afetados por causa da doença.
Eu preciso do tratamento para controlar.
O que esses governantes estão fazendo pelas pessoas?
Nada."