O vereador Juninho do Chicão, líder do governo na Câmara Municipal de Diadema, fez um pronunciamento contundente sobre a situação crítica do escadão que liga a Rua Cangati à Rua Caranguejo, no bairro Dourado. Segundo ele, o local apresenta risco iminente de deslizamento e ameaça a vida de dezenas de famílias. “É uma tragédia anunciada que nós, enquanto poder público, não podemos fingir que não estamos vendo”, afirmou.
Durante a vistoria realizada com equipes da Secretaria de Obras, de Infraestrutura e da Sabesp, o parlamentar constatou que o barranco já apresenta sinais de desmoronamento. “A população relatou que, quando começa a chover, cada um reza dentro da sua crença porque sabe que o pior pode acontecer”, disse Juninho, destacando o medo constante dos moradores.
O vereador também chamou atenção para as construções precárias na Rua Carapeba, que podem desabar sobre as casas da Rua Cangati. “Ali está muito perigoso. As casas cresceram sem estrutura alguma e podem cair por cima das que já estão comprometidas”, alertou. Ele reforçou que a situação exige intervenção imediata e não pode ser ignorada.
Juninho defendeu que a solução não pode se limitar ao pagamento de bolsa-aluguel. “Não adianta tirar as pessoas de lá e deixá-las a vida inteira no aluguel. Precisamos pensar em um plano habitacional sério, que dê esperança e perspectiva de vida melhor”, declarou. O parlamentar lembrou casos de famílias que aguardam há mais de 16 anos por apartamentos prometidos em outros empreendimentos da cidade.
O vereador afirmou que pretende levar o caso ao prefeito assim que ele retornar de viagem internacional. “Esse é um caso sério, que merece total atenção. O local está insalubre, perigoso e as pessoas que vivem lá merecem uma intervenção para melhorar suas vidas”, disse.
Por fim, Juninho reforçou a necessidade de união política e de buscar recursos em todas as esferas de governo. “Se for preciso, vamos pedir dinheiro para o presidente Lula e para o governador Tarcísio. O que não pode é a população continuar vivendo em condições sem nenhuma segurança. Quando o dinheiro é bem empregado, não importa se vem do estado ou da União, é o dinheiro do povo voltando para o povo”, concluiu.