A Câmara Municipal de Diadema aprovou o projeto de reajuste salarial para os servidores municipais enviado pelo governo em regime de urgência, sem acordo com o sindicato SINDEMA. O reajuste contempla apenas os salários, deixando congelados benefícios essenciais para os trabalhadores.
Entre os benefícios mantidos sem reajuste estão o vale-refeição, fixado em R$ 13,76 por dia para servidores com salário até R$ 2.328,76, o vale-alimentação no valor de R$ 561,36 mensais e o auxílio-saúde de R$ 133,40. Esses valores permanecem inalterados apesar da alta da inflação, que impacta diretamente o custo de vida dos servidores.
O sindicato SINDEMA denunciou a aprovação do projeto na tribuna da Câmara, afirmando que o governo “disse não para os trabalhadores” ao rejeitar uma emenda que aplicava o mesmo índice de reajuste dos salários aos benefícios. A emenda foi rejeitada, mesmo com o impacto estimado de R$ 1,4 milhão até dezembro considerado pequeno diante do orçamento da Prefeitura.
A diretoria do sindicato, em discurso, destacou que “a proposta aprovada é a pior entre as sete cidades do ABC”, ressaltando a insatisfação da categoria com a decisão unilateral do governo municipal. A falta de negociação coletiva pelo segundo ano consecutivo reforça o clima de tensão entre servidores e administração.
O governo municipal, por sua vez, justificou a medida alegando limitações orçamentárias, mas não apresentou alternativas para reajustar os benefícios que mais pesam no orçamento dos servidores. A decisão de congelar esses valores pode comprometer o poder de compra dos trabalhadores diante do aumento dos preços de alimentos e serviços de saúde.
Servidores ouvidos pela reportagem afirmaram que o reajuste salarial é insuficiente para compensar o congelamento dos benefícios e a inflação acumulada. Eles prometem manter a mobilização e a luta para garantir melhores condições de trabalho e remuneração.
A expectativa é que o sindicato continue pressionando o governo para reabrir negociações e buscar um acordo que contemple tanto os salários quanto os benefícios, essenciais para a manutenção da qualidade de vida dos servidores municipais.