A crescente demanda mundial por carne bovina, somada a critérios mais rigorosos de rastreabilidade e qualidade, tem impulsionado mudanças na pecuária brasileira. Nesse contexto, tecnologias como a inteligência artificial (IA) deixam de ser vistas como distantes da realidade do campo e passam a ocupar papel estratégico na gestão das fazendas.
Segundo Xisto Alves, CEO da JetBov, empresa referência em softwares de gestão para bovinocultura de corte, a digitalização da atividade pecuária já é uma necessidade operacional. Ele explica que a IA permite transformar dados em decisões, apoiando o produtor em pontos como ganho de peso, eficiência alimentar e lotação das pastagens. A tecnologia amplia a previsibilidade, melhora o uso dos recursos e fortalece a capacidade de resposta diante das exigências do mercado.
Além de otimizar processos internos, a IA contribui para a padronização e qualidade da produção, alinhando-se às exigências de compradores que priorizam consistência e critérios socioambientais. Para Alves, a ferramenta não substitui o conhecimento do pecuarista, mas potencializa sua experiência de campo, tornando a pecuária mais eficiente, conectada e preparada para atender às novas demandas globais.