O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está sob pressão da oposição para instalar a CPI do Banco Master. O número mínimo de assinaturas já foi alcançado, mas o senador evita marcar sessões e pretende adiar a decisão.
Aliados afirmam que Alcolumbre quer se reunir com o presidente Lula antes de definir o futuro da comissão. A estratégia busca preservar alianças políticas em ano eleitoral.
A oposição insiste que não há como barrar a CPI, lembrando decisões do STF que garantem o direito de investigação.
A Polícia Federal apontou que Jocildo Silva Lemos, aliado de Alcolumbre, destinou R$ 400 milhões ao Banco Master sem respaldo técnico, aumentando a pressão.
O caso coloca o senador em posição delicada: se adiar, pode ser acusado de blindagem; se ceder, abre espaço para desgaste político.
Fontes: Folha de S.Paulo, Jornal Além Parahyba, Polícia Federal