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Prefeito de Diadema enfrenta severas críticas na saúde
Unidades Básicas de Saúde continuam sobrecarregadas e distantes, sem atualização desde 2009, apesar de avanços em hospitais e UPAs
Por Rádio Serraria
Publicado em 24/01/2026 10:40
Diadema
Divulgação/PMD

A gestão do prefeito Taka Yamauchi em Diadema tem sido alvo de críticas constantes na área da saúde. Apesar de avanços pontuais em hospitais e unidades de pronto atendimento, a situação das Unidades Básicas de Saúde continua sendo motivo de insatisfação entre moradores.  

Entre as promessas de campanha estava a modernização do atendimento e a redução do tempo de espera nas UPAs. Houve melhorias nesse setor, mas a população afirma que o problema maior está nas UBS, onde a sobrecarga diária compromete a qualidade do serviço.  

A maioria das UBS enfrenta um atendimento precário por causa do excesso de pacientes que são obrigados a atender todos os dias. Médicos e enfermeiros trabalham acima da capacidade, o que gera filas e demora para consultas básicas.  

Outro ponto de reclamação é a distância das unidades. Muitos moradores afirmam que precisam caminhar mais de um quilômetro para chegar até a UBS mais próxima, o que dificulta o acesso, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.  

Essa distância também afeta o trabalho das agentes de saúde, que não conseguem realizar visitas domiciliares em regiões mais afastadas. O resultado é a falta de acompanhamento de pacientes que necessitam de atenção contínua, agravando problemas que poderiam ser prevenidos.  

A atual distribuição das UBS foi estabelecida em 2009 e jamais passou por atualização. Com o crescimento da cidade, a rede não acompanha a realidade atual, gerando sobrecarga e insatisfação entre os moradores.  

Nos próximos meses, empreendimentos imobiliários devem trazer milhares de novos moradores para Diadema. A tendência é que a situação piore, já que não há previsão de expansão da rede de atendimento para absorver a nova demanda.  

Apesar de avanços na ampliação do atendimento nas UPAs, no AME e no Hospital Piraporinha, a prefeitura parece se esquecer que o bom funcionamento das UBS é fundamental para garantir a saúde preventiva e o acompanhamento cotidiano da população.  

As filas para consultas com especialistas continuam longas, especialmente em áreas como ortopedia e cardiologia. Pacientes aguardam meses para conseguir atendimento, o que reforça a percepção de que as promessas de campanha não se concretizaram plenamente.  

Embora algumas medidas tenham sido implementadas, como o receituário eletrônico em parte da rede, os avanços são considerados insuficientes diante da precariedade estrutural das UBS. A digitalização não resolve os problemas de acesso e sobrecarga.  

A falta de clareza na condução da política de saúde também é apontada como falha da gestão. Sem uma marca própria e sem atualização da rede básica, a administração enfrenta críticas de que não consegue oferecer atendimento digno e próximo da realidade dos moradores.

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