A Prefeitura de Diadema realizou no último sábado (17) o 1º Mutirão de Ação Contra a Dengue de 2026, com inspeções em 113 residências e comércios nos territórios das UBS ABC, Canhema e Nações. A iniciativa mobilizou cerca de 60 profissionais da saúde, entre agentes comunitários, agentes de combate às endemias e trabalhadores das unidades. “Neste ano, vamos avançar ainda mais no combate à dengue”, afirmou o prefeito Taka Yamauchi, durante a concentração na UBS Canhema.
O prefeito destacou que a doença pode ser fatal e anunciou novos exames para detecção rápida nos prontos atendimentos. “Já adquirimos exames para detecção da dengue e estamos criando um novo procedimento rápido nos prontos atendimentos para combater a doença com mais eficácia”, disse. Segundo ele, em 2025 houve redução significativa dos casos, quase metade em relação a 2024.

De acordo com o Núcleo de Informações Estratégicas do Estado de São Paulo, Diadema registrou 10 casos confirmados em 2026 até agora. Em 2025, foram 5.718 casos e cinco óbitos, contra 11.326 casos e 11 mortes em 2024. “O trabalho dos profissionais da saúde nos mutirões é fundamental para conseguir reduzir ainda mais os índices da doença”, ressaltou Yamauchi.
O secretário municipal da Saúde, Antonio Carlos do Nascimento, reforçou o caráter preventivo e educativo da ação. “É essencial antecipar as ações e eliminar os potenciais criadouros. Os ovos do mosquito que transmite a dengue são extremamente resistentes e capazes de sobreviver até um ano e meio sem água”, explicou. Ele destacou que a conscientização popular é a maior arma contra o mosquito.

A coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses, Juliana Oliveira Antunes, pediu que os moradores recebam os agentes identificados com crachás e coletes. “O mais importante é que cada munícipe tenha o cuidado com o seu espaço, que determine 15 minutos por semana para fazer a inspeção do seu quintal”, disse. Entre as orientações estão cobrir caixas d’água, eliminar pratinhos de plantas e lavar bebedouros de pets semanalmente.
Além das vistorias, a vacinação contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todas as 20 UBS da cidade. A imunização exige duas doses, com intervalo de três meses. “Quem está com a segunda dose em atraso também pode atualizar o esquema vacinal”, informou a Secretaria.
O custo estimado de um mutirão desse porte, considerando mobilização de equipes, materiais educativos e logística, gira em torno de R$ 150 mil por ação. Os recursos saem do orçamento da Secretaria Municipal da Saúde, responsável pela execução. Para 2026, o orçamento total da prefeitura é de R$ 3,34 bilhões, sendo que a Saúde concentra cerca de 25% desse valor, ou aproximadamente R$ 835 milhões. Esse montante garante a continuidade dos mutirões, aquisição de exames e manutenção da rede de atenção básica.
