O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou a Prefeitura de São Bernardo do Campo e concedeu prazo de 48 horas para a adoção de medidas de prevenção e combate ao assédio eleitoral. A investigação foi aberta após denúncias apontarem a suposta mobilização de servidores públicos para atividades de campanha eleitoral em favor de candidatos apoiados pela administração municipal.
Segundo os relatos reunidos pelo MPT, trabalhadores de diferentes secretarias teriam sido constrangidos a participar de panfletagens, eventos políticos e outras ações de campanha. As denúncias também mencionam convocações por grupos de WhatsApp, adesivação de veículos particulares e orientações para alterações em perfis de redes sociais. A estimativa é que cerca de 1.200 servidores possam ter sido afetados.
De acordo com a procuradora do Trabalho Sofia Vilela de Moraes e Silva, "a conduta ilícita não se restringe a um órgão isolado, mas ocorre de forma generalizada em toda a prefeitura". O MPT determinou ainda que a administração divulgue amplamente a recomendação, promova treinamentos sobre assédio eleitoral, regulamente o uso de ferramentas digitais institucionais e mantenha canais de denúncia com garantia de anonimato aos trabalhadores.