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Josa Queiroz defende movimentos de moradia e critica falta de respeito
Por REDAÇÃO RÁDIO SERRARIA
Publicado em 21/08/2026 00:56 • Atualizado 21/08/2026 00:57
Diadema
Divulgação/CMD

Na tribuna da Câmara de Diadema, o vereador Josa Queiroz fez um discurso enfático em defesa dos movimentos de moradia e da política habitacional da cidade. Ele destacou que a luta por habitação exige “uma voz corajosa” e criticou parlamentares que, segundo ele, transferem responsabilidades sem apresentar soluções. “O problema é quando não se tem competência para resolver e se constrói narrativa mentindo descaradamente”, afirmou.

Josa lembrou que Diadema já foi a cidade com maior concentração de favelas não urbanizadas do ABCD nas décadas de 70 e 80, e que políticas públicas implementadas desde os anos 1990 permitiram a urbanização da maioria dessas áreas. “Hoje temos quase a totalidade dessas antigas favelas urbanizadas graças a uma política contínua”, disse, ressaltando a importância de planejamento e execução de longo prazo.

O vereador criticou a falta de conhecimento de alguns colegas sobre a realidade habitacional da cidade. “Não dá para entrar nessa discussão sem ter conhecimento. Produzir uma unidade habitacional é muito caro e o déficit sempre será maior que a capacidade de investimento dos governos”, declarou, defendendo que associações e movimentos organizados são fundamentais para viabilizar projetos.

Ele também destacou que o banco de terras da cidade foi gradativamente ocupado ao longo dos anos, o que limita a capacidade de novas construções. “Não vamos esperar que uma família que ganha dois ou três mil reais consiga entrar no mercado formal. Isso não vai acontecer. É preciso política de continuidade”, afirmou, defendendo programas como Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista.

Josa reforçou que os movimentos sociais não podem ser desrespeitados, pois surgem justamente da ausência do poder público. “Se a população está se mobilizando é porque existe ausência do poder público. Não dá para minimizar o trabalho dos outros, principalmente da galera da moradia”, disse, lembrando sua experiência como secretário de Habitação e sua convivência com ocupações organizadas.

Encerrando sua fala, o vereador destacou que a política habitacional só avança com coragem e compromisso coletivo. “Nenhuma administração pública resolve sozinha. É preciso diálogo, continuidade e respeito à luta dos movimentos. Diadema só avançou porque homens e mulheres tiveram coragem de lutar pelo coletivo”, concluiu.

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