Na tribuna da Câmara Municipal de Diadema, o vereador Cabo Ângelo defendeu a necessidade de regulamentar a atuação da Guarda Civil em relação a comerciantes e músicos da cidade. “Nós precisamos de uma certa forma regulamentar o trato da atuação da nossa guarda com os comerciantes e com os músicos”, afirmou, destacando que não se trata de perseguição, mas de equilíbrio.
O parlamentar lembrou sua própria trajetória para reforçar a coerência de sua posição. “Meu pai tem 43 anos de comércio, no mesmo estabelecimento, e eu também sou músico. Seria incoerente da minha parte ser contra o comerciante ou contra a música”, disse. Segundo ele, o objetivo é moralizar a cidade sem prejudicar trabalhadores.
Ângelo reconheceu que a fiscalização gera críticas, especialmente nas redes sociais, mas ressaltou que há moradores que sofrem com o excesso de barulho e não se manifestam por medo de represálias. “Quem sofria não tinha voz há muitos anos, sofrendo calado. É o meu filho que não dorme, é um recém-nascido que fica acordado a noite inteira, e essa pessoa não aparece por receio”, explicou.
O vereador destacou que a cidade convive historicamente com problemas de desordem e que a tentativa de impor regras gera resistência. “Quando nós atuamos para moralizar um pouquinho essa cidade, entramos em confronto com pessoas acostumadas a um relaxamento de fiscalização histórico”, disse. Para ele, o choque de realidade é inevitável.
Encerrando sua fala, Cabo Ângelo reafirmou sua convicção de que é preciso enfrentar críticas para avançar. “Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Eu tenho as minhas convicções de querer fazer aquilo que precisa ser feito. Seremos criticados, mas precisamos iniciar minimamente uma moralidade nessa cidade tão castigada”, concluiu.